Artigos da Semana

O que a malta tech anda a escrever por aí

Walter Gandarella • 23 de janeiro de 2025

Então malta! Estou aqui para trazer uma novidade gira pra vocês. Conhecem os nossos queridos «Artigos do Café da Semana»? Assim, decidimos alargar os nossos horizontes e criar um novo grupo de artigos. Em vez de ficarmos só pelas notícias e análises dos veículos de notícias oficiais e das próprias corporações, vamos trazer umas indicações de artigos escritos por quem está mesmo com a mão na massa - malta de informática que vive o dia a dia da tecnologia. Afinal, quem melhor para falar das dificuldades e das novidades do mundo tech do que o pessoal que está lá na linha da frente, certo?

You are an absolute moron for believing in the hype of «AI Agents»

Austin Starks não está a brincar quando diz que acreditar no hype dos «Agentes de AI» é uma ideia um pouco louca. Defende que, apesar de todo o ruído em torno dos agentes de AI autónomos, a realidade é que ainda estão longe de ser práticos. Aponta problemas como a falta de modelos mais pequenos e eficientes, a acumulação de erros e os custos explosivos associados à utilização de modelos maiores. Além disso, critica a ideia de que os agentes de AI podem substituir as equipas de operações, sugerindo que qualquer empresa que tente isso provavelmente irá falir dentro de dois anos.

Sabes que concordo com o Austin? AI é mesmo fantástica, mas precisamos de pôr os pés no chão. Não dá para pensar que ela vai resolver tudo num passe de mágica. Ainda está longe de haver agentes de AI que funcionem sozinhos de verdade no mundo real. E os custos? Meu amigo... Se já brincaste com o GPT-4 em algo mais complexo, já sabes: a conta chega e não é bonita, não. Então, antes de andarmos por aí a dizer que os agentes de AI vão dominar tudo, vamos lá dar uma segurada na excitação?

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Web Components Will Kill JavaScript Frameworks (Eventually)

Ferid Brković faz uma defesa apaixonada dos Web Components e do JavaScript puro, sugerindo que podem eventualmente substituir as frameworks JavaScript que tanto adoramos (ou detestamos). Defende que as frameworks, como o React e o Vue, embora tenham sido úteis, trazem consigo problemas como o «lock-in», a quebra de performance e a complexidade desnecessária. Já os Web Components, por serem nativos do browser, oferecem uma alternativa mais leve, modular e interoperável.

Olha, vou ser sincero: ainda ando meio pé atrás com esta história de que os frameworks vão desaparecer. React, Vue e toda esta malta já tão tão enraizados que é difícil imaginar o mundo sem eles. Mas confesso que esta ideia dos Web Components é demasiado tentadora. Imaginem só: criar um componente uma vez e usá-lo em qualquer lugar, sem dores de cabeça com compatibilidade? Seria o sonho! Talvez os Web Components não acabem com as frameworks, mas vão certamente fazer-nos repensar muita coisa.

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MVPs and MVEs are Dead. Build a MAC.

Jano le Roux está aqui para nos dizer que os MVPs (Minimum Viable Products) e os MVEs (Minimum Viable Experiences) estão ultrapassados. Em vez disso, propõe o conceito de MAC (Minimum Automated Concept), que é basicamente um sistema automatizado que prova que as pessoas estão dispostas a pagar pelo seu produto. Defende que os MVPs e MVEs estão demasiado focados em métricas de vaidade, como signups e cliques, enquanto o MAC coloca a receita no centro das atenções.

Gostei da ideia do MAC, mas acho que foi um pouco duro com os MVPs. Ainda têm o seu valor, principalmente para startups que precisam de validar ideias rapidamente. Mas concordo que, no final de contas, o que realmente importa é se as pessoas estão tão dispostas a pagar pelo que fez. E o MAC parece ir direto ao assunto. O mais giro é a parte da automação: criar algo que funcione sozinho e que gere dinheiro enquanto dormes. Quem não quer isto, certo?

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LEGO Lessons in React: When My 5-Year-Old Made Me Rethink Component Design

Daniel Llach teve um momento de iluminação enquanto observava a sua filha de 5 anos a brincar com LEGO. Percebeu que os melhores designs de componentes no React seguem o mesmo princípio dos blocos LEGO: peças simples que podem ser combinadas de infinitas formas. Critica a tendência para criar componentes supercomplexos e cheios de adereços, sugerindo que a simplicidade e a modularidade são a chave para um design de componentes eficaz.

Este artigo fez-me rir e pensar ao mesmo tempo! Quantas vezes não criamos uns componentes tão complexos que até nos perdemos? A comparação com o LEGO é sensacional. Os componentes deviam ser que nem LEGO mesmo: fáceis de entender, de encaixar e de reutilizar. Às vezes precisamos da simplicidade de uma criança para ver o óbvio, certo? Talvez esteja na hora de simplificarmos o nosso código e parar de reinventar a roda a toda a hora.

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How AI-assisted coding will change software engineering: hard truths

Addy Osmani, da Google, partilha algumas verdades duras sobre a utilização da AI ​​na engenharia de software. Fala do «problema dos 70%», onde a AI pode levar-te até 70% do caminho, mas os últimos 30% são os mais difíceis e requerem conhecimento humano. Discute também como a AI pode acelerar o desenvolvimento, mas não substituir a necessidade de engenheiros experientes para garantir que o código é mantível, seguro e eficiente.

Este artigo é tipo um banho de realidade para quem pensa que a AI vai substituir toda a gente. Na real, a AI é uma ferramenta incrível, mas não é mágica. Ainda precisamos de devs experientes para guiar a AI, corrigir as asneiras que faz e garantir que o código final presta. O maior aprendizado? A AI não nos vai roubar o emprego, mas pode fazer-nos trabalhar muito melhor - se soubermos usá-lo corretamente.

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AI is killing apps and Microsoft is loving it

Tari Ibaba faz uma previsão ousada: os agentes de AI autónomos vão matar a indústria das apps. Defende que muitas apps se tornarão obsoletas à medida que os agentes de AI oferecerem soluções mais personalizadas e eficientes. Dá exemplos de como apps como o Duolingo podem ser substituídas por agentes de AI que criam experiências de aprendizagem totalmente personalizadas.

Olha, eu acho que o Tari tem razão em parte. A AI vai mudar muito a forma como usamos as apps, e algumas podem mesmo tornar-se história. Mas acho que ele está a subestimar o valor dos dados e da estrutura que estas apps já têm. Pensa no Spotify e no Tinder: eles têm uma coisa que agente nenhum de AI consegue copiar fácil - os dados dos utilizadores. Então sim, a AI vai mudar o jogo, mas matar todas as apps? Acho que não. Só os que não se conseguirem adaptar.

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Então, o que acharam desta seleção? São alguns temas muito interessantes sobre o futuro da tecnologia, seja a falar de AI, desenvolvimento web ou engenharia de software. Ainda há muito pano para mangas, mas uma coisa é certa: o futuro promete! E vai haver muita AI pelo caminho, podes apostar.


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