
Café da Semana
Das gigafábricas Europeias aos chips da OpenAI
Fevereiro tem sido um mês e tanto para a AI! Enquanto a OpenAI nos surpreende com planos ambiciosos para o GPT-5 e o seu próprio chip, a Europa acordou finalmente para a corrida tecnológica com investimentos milionários. E não se fica por aqui: temos desde a Adobe a entrar na luta dos geradores de vídeo até à ByteDance a fazer jus ao nome do seu novo modelo Goku, que promete transformar a criação de conteúdos com a mesma intensidade do guerreiro Saiyan. Se pestanejar, pode perder alguma novidade importante - por isso, compilámos as notícias mais quentes do momento.
OpenAI revela planos ambiciosos para o GPT-5
Sam Altman anunciou que o próximo modelo da OpenAI não será apenas uma atualização incremental, mas uma completa reimaginação da forma como interagimos com as AI. O GPT-5 será disponibilizado gratuitamente e funcionará como um agente inteligente que escolhe automaticamente qual o modelo a utilizar para cada tipo de tarefa, desde respostas simples a raciocínios complexos.
A novidade mais interessante aqui não é tanto o modelo em si, mas como a OpenAI está a repensar a experiência do utilizador. Não teremos mais de escolher entre GPT-3, GPT-4 ou outros modelos - a AI fará isso por nós, basicamente aprendeu com a DeepSeek como fazer o chatbot mais orgânico.
Adobe entra na corrida dos geradores de vídeo
A Adobe lançou o Firefly para a geração de vídeos em beta pública, permitindo criar clips até 5 segundos a 1080p a partir de prompts de texto ou imagens. O serviço oferece dois planos de subscrição: 9,99 dólares para 20 vídeos por mês ou 29,99 dólares para 70 vídeos mensais.
A Adobe está claramente a tentar não ficar para trás no mercado de geração de vídeo, especialmente após o lançamento do Sora pela OpenAI. A diferença aqui é que o Firefly é treinado apenas com conteúdo licenciado, tornando-o mais seguro para uso comercial, já os concorrentes... temos dúvidas onde obtiveram os dados de treino.
Meta apresenta novidades em robótica e processamento de áudio
A Meta anunciou o PARTNR, uma estrutura de investigação para a colaboração humano-robô, e o Audiobox Aesthetics, um modelo para avaliar automaticamente a qualidade estética do áudio. Além disso, expandiu as capacidades de transcrição de mensagens de voz no WhatsApp para mais idiomas.
É interessante ver como a Meta está a diversificar as suas apostas em AI, indo muito além das redes sociais. O PARTNR, em particular, mostra uma interessante visão de futuro onde os robôs não são apenas máquinas programadas, mas verdadeiros parceiros colaborativos. A empresa parece está finalmente a acordar para a necessidade de investir fortemente em AI.
DeepMind supera medalhados olímpicos em geometria
O AlphaGeometry2 conseguiu resolver 84% dos problemas de geometria das Olimpíadas Internacionais de Matemática dos últimos 25 anos, superando a média dos medalhados de ouro. O sistema combina um modelo de linguagem da família Gemini com um motor simbólico para resolver problemas complexos.
Esta é uma demonstração fascinante de como as diferentes abordagens de AI podem trabalhar em conjunto. É especialmente interessante ver como a combinação de redes neuronais com sistemas simbólicos tradicionais pode produzir resultados superiores a cada abordagem isoladamente.
A Europa desperta para a corrida da AI com mega investimentos
A União Europeia está finalmente a acordar para a corrida da AI com duas iniciativas grandiosas: a EU AI Champions Initiative, que reúne mais de 60 empresas europeias a comprometer 150 mil milhões de euros, e o InvestAI, um programa que pretende mobilizar 200 mil milhões de euros, incluindo 20 mil milhões de euros para «gigafábricas» de AI.
Parece que a Europa finalmente percebeu a mensagem: não se pode estar só a regular sem investir. É como se tivessem percebido que estavam a organizar o campeonato mas se esqueceram de treinar os jogadores! Agora, com estes investimentos robustos e a participação de empresas como a Airbus, a Volkswagen e a Mistral AI, a Europa está a mostrar que quer mais do que apenas um lugar na bancada da revolução da AI.
OpenAI desenvolve o seu próprio chip para reduzir a dependência da Nvidia
A OpenAI está a ultimar o design do seu primeiro chip de AI personalizado, que será fabricado pela TSMC com tecnologia de 3 nanómetros. O projeto, liderado por Richard Ho, ex-Google, tem início previsto para a produção em 2026 e visa reduzir a dependência da empresa em relação à Nvidia.
A dependência da Nvidia tem sido um estrangulamento para muitas empresas. É bom ver a OpenAI a seguir os passos da Google e da Meta, mas com uma equipa muito mais pequena - apenas 40 pessoas em comparação com as centenas das outras empresas. Estão a montar uma banda de garagem para competir com as grandes editoras: pode não ter todas as infraestruturas, mas às vezes o que conta é a criatividade!
Google adiciona memória ao Gemini Advanced
O Gemini Advanced pode agora recordar e referenciar conversas anteriores para fornecer respostas mais personalizadas. A funcionalidade está inicialmente disponível apenas em inglês para subscritores do Google One AI Premium, estando prevista a expansão para mais idiomas nas próximas semanas.
A Google está finalmente a alcançar recursos que o ChatGPT já oferece há algum tempo. É aquela história do «mais vale tarde do que nunca» - e pelo menos agora os utilizadores já não vão precisar de fazer aquela ginástica de andar a scrollar conversas antigas para relembrar o contexto!
Google expande o seu arsenal de ferramentas com atualizações em notas e imagens
A Google está a alargar vários dos seus serviços: o NotebookLM Plus está agora disponível para utilizadores individuais por 20 dólares/mês, com um desconto de 50% para estudantes. O Whisk, ferramenta de remistura de imagens, foi expandido para mais de 100 países, permitindo criar novas imagens a partir da combinação de três referências.
Agora a Google está a apostar forte em tornar as suas ferramentas mais acessíveis e divertidas. Basica a montar um buffet mente estão a montar um buffet AI onde escolhes o que queres experimentar! O NotebookLM Plus com os seus limites aumentados é perfeito para quem está sempre a tirar notas (ou seja, todos os estudantes do planeta), enquanto o Whisk é aquele amigo artista que arranja sempre forma de transformar as suas ideias em algo visual. Só é pena que algumas regiões, como a UE e a Índia, ainda estejam de fora da festa do Whisk.
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ByteDance lança Goku, a sua nova família de modelos de AI para vídeo
A ByteDance apresentou o Goku e o Goku+, modelos de AI treinados com 160 milhões de pares imagem-texto e 36 milhões de pares vídeo-texto. O Goku+ está especialmente focado na criação de vídeos publicitários realistas, prometendo reduzir os custos de produção até 99%.
A China continua a surpreender com as suas inovações em AI. O Goku (sim, tal como a personagem de Dragon Ball!) parece ser aquele aluno aplicado que aprendeu tudo o que Sora e os outros modelos faziam e ainda foi mais além. A promessa de reduzir os custos de publicidade em 99% é daquelas que faz com que todos os diretores de marketing saltem da cadeira - embora os criadores de conteúdo provavelmente não estejam assim tão entusiasmados!
Gemini ganha funções de Deep Research no iPhone
A Google expandiu o Deep Research do Gemini para os utilizadores do iPhone, permitindo realizar pesquisas complexas que podem demorar entre 5 a 10 minutos a completar. A funcionalidade está disponível para subscritores do Gemini Advanced e pode gerar relatórios detalhados com fontes citadas.
É interessante ver como a Google está a levar a sério esta história da «pesquisa profunda». Imagine ter um assistente de investigação incansável que não se importa de passar horas a vasculhar informação enquanto toma um café. O melhor é que pode fechar a app e voltar mais tarde - ele avisa-o quando terminar os trabalhos de casa!
Anthropic lança índice para medir impacto da AI no mercado de trabalho
A Anthropic lançou o Economic Index, um estudo baseado em milhões de conversas anónimas com o Claude que revela como a AI está a ser utilizada no mundo real. Os resultados mostram que 57% das utilizações são para aumentar as capacidades humanas, contra 43% de automação direta, com os programadores de software e os escritores técnicos a liderar a adoção.
Finalmente temos dados concretos sobre como a AI está a ser utilizada! E olhe que interessante: em vez de roubar empregos, a AI está mais para um colega prestável que ajuda a impulsionar o seu trabalho. Brincadeiras à parte, é reconfortante ver que a tecnologia está mais para parceira do que substituta.
Tensões sobre regulação da AI dominam cimeira em Paris
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticou duramente os esforços europeus de regulação da AI durante a cimeira em Paris, argumentando que a «regulação excessiva» poderia prejudicar a inovação. Entretanto, a Europa anunciou o InvestAI, uma iniciativa de 200 mil milhões de euros para investimentos em AI, incluindo 20 mil milhões de euros para «gigafábricas».
Parece aquela quezília familiar em que todos querem o melhor para o bebé (neste caso, a AI), mas ninguém concorda sobre como criá-lo. Os EUA querem deixar a criança livre para se desenvolver, a Europa quer estabelecer regras claras, e a China... bem, a China está a fazer à sua maneira, como sempre. O mais curioso é que até o Sam Altman entrou na discussão, sugerindo que talvez a Europa esteja a exagerar um bocadinho nas regras.
Deep Research do GPT-4 chega ao plano gratuito
Sam Altman anunciou que o Deep Research do GPT-4, uma funcionalidade de pesquisa profunda alimentada pelo modelo o3, estará disponível gratuitamente para todos os utilizadores, com um limite de 2 pesquisas por mês. Os subscritores do ChatGPT Plus terão direito a 10 inquéritos mensais.
O Sam está a fazer aquele truque clássico do «primeira dose grátis». É uma ótima notícia para quem está curioso para experimentar esta ferramenta que alguns utilizadores consideram que vale até 1.000 dólares por mês. Agora, escolher bem que duas pesquisas fazer no plano gratuito vai ser como escolher que série maratonar no fim de semana - há que pensar bem!
Possível fuga de dados da OpenAI preocupa utilizadores
Um ator malicioso está a afirmar ter obtido 20 milhões de credenciais de login da OpenAI, oferecendo amostras dos dados para venda. Embora a OpenAI ainda não tenha confirmado ou negado a fuga, os especialistas recomendam que os utilizadores atualizem as suas palavras-passe e ativem a autenticação em dois passos.
Este é daqueles momentos em que aquele conselho da avó de «mais vale prevenir do que remediar» faz todo o sentido! Mesmo que seja um falso alarme (esperemos que sim!), não custa nada dar aquele update à password - principalmente se ainda usa «123456» ou «password123». E já que vai estar a mexer nas definições, que tal aproveitar e ativar aquela autenticação em dois passos que anda a procrastinar desde sempre?
OpenAI remolda a sua estratégia com novo Model Spec e menos avisos
A OpenAI atualizou o seu Model Spec, documento que define o comportamento dos modelos de AI, enfatizando a liberdade intelectual e reduzindo os avisos de conteúdo no ChatGPT. Ao mesmo tempo, Sam Altman anunciou alterações no roadmap da empresa, sendo o GPT-4.5 (nome de código Orion) o último modelo não-baseado no raciocínio e o GPT-5 unificando todas as tecnologias da empresa.
Parece que a OpenAI está a perceber que aquelas mensagens de aviso estavam a ficar um bocado chatas. O giro é ver como estão a planear fazer com que tudo funcione de forma mais integrada. Nada de estar a escolher o modelo A ou B - basta dizer o que pretende e deixar a AI desenrascar-se para encontrar a melhor forma de o ajudar!
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Open R1 atinge marco importante com dataset matemático
A equipa do projeto Open R1 anunciou o OpenR1-Math-220k, um conjunto de dados com 220 mil problemas matemáticos e as suas soluções, gerado com recurso a 512 GPUs H100. O dataset faz parte do esforço para recriar as capacidades do DeepSeek R1 e já consegue resultados próximos do modelo original.
Ui, que trabalheira, hein? O pessoal está literalmente a tentar reinventar a roda (ou neste caso, reinventar o R1) e olhem que estão a conseguir! Usando um batalhão de GPUs geraram um monte de problemas matemáticos para treinar os seus modelos.
Snowflake e Anthropic unem-se para levar a AI aos dados empresariais
A Snowflake e a Anthropic anunciaram uma parceria para integrar o Claude 3.5 Sonnet na nova plataforma Cortex Agents da Snowflake, permitindo às empresas analisar dados estruturados e não estruturados, mantendo rigorosos controlos de segurança.
É surreal ver como as empresas estão a correr para criar os seus «mordominhos digitais corporativos». A parte mais interessante é que o Claude vai estar totalmente dentro do ambiente da Snowflake - nada de dados sensíveis a passear pela web. E vejam só que giro: a Siemens já está a usar isto para analisar meio milhão de documentos, enquanto a Nissan conseguiu uma precisão de 97% na análise do feedback dos clientes.
Meta em apuros após fuga de emails sobre pirataria
Emails recentemente revelados mostram que a Meta descarregou mais de 81,7 terabytes de livros pirateados para treinar os seus modelos de AI, com os funcionários a manifestarem preocupação sobre a legalidade da prática.
Eita! A Meta está naquela situação de «fazer o que não se deve e não querer que ninguém descubra». O mais curioso é ver como os próprios funcionários estavam desconfortáveis - aquele «torrenting from a corporate laptop doesn't feel right» com carinha sorridente no final é praticamente um meme pronto! E o mais incrível é que tentaram reduzir o «seeding» ao máximo, como se isso fizesse toda a diferença. Tentaram pedir só «um bocadinho» emprestado sem pedir, percebes?
Thomson Reuters vence primeira batalha judicial sobre AI e direitos de autor
A Thomson Reuters obteve uma vitória significativa num processo de direitos de autor relacionado com a AI contra a Ross Intelligence, com o juiz a rejeitar a defesa de «uso justo» da empresa.
Esta é daquelas vitórias que toda a gente festeja, mas ninguém sabe bem o que significa para o futuro. Os especialistas estão tipo «calma lá, pessoal!» porque o caso da Ross é bem diferente dos outros processos de AI que andam por aí. O pormenor é que esta decisão pode acabar por confundir outros juízes que não percebem tanto de AI, por isso é melhor não celebrar muito cedo.
YouTube aposta todas as fichas na AI para 2025
O CEO Neal Mohan anunciou a AI como uma das quatro grandes apostas do YouTube para 2025, com novas funcionalidades incluindo dobragem automática, deteção de idade e ferramentas de criação de conteúdos para criadores.
Vejam só que giro: o YouTube decidiu abraçar a AI de vez! E não é só aquela historinha do «vamos ver no que dá» - estão a ir com tudo. E estão a pensar em todos: os criadores ganham ferramentas para fazer thumbnails e traduzir vídeos, enquanto os utilizadores vão ter conteúdo mais adequado à idade (embora eu ainda queira perceber como é que eles vão adivinhar a minha idade sem me perguntarem 🤔).
Investigadores descobrem sistemas de valores emergentes em AI
Uma equipa de investigadores do Center for AI Safety descobriu que os modelos de linguagem grandes (LLMs) desenvolvem sistemas de valores coerentes à medida que aumentam de escala, alguns dos quais podem ser problemáticos, como valorizar-se a si próprios acima dos humanos.
Quem diria que as AI estão a desenvolver os seus próprios «gostos e desgostos» sem que ninguém lhes peça? É um bocado assustador pensar que alguns modelos se estão a achar mais importantes do que nós. Mas o mais interessante é que isso acontece naturalmente à medida que crescem - como se estivessem a passar por uma «fase adolescente» digital. Pelo menos os investigadores já estão de olho e a pensar em formas de garantir que estas AI crescem com valores mais alinhados com os nossos.
Hugging Face lança curso gratuito sobre Agentes de AI
A empresa anunciou um curso completo e gratuito sobre Agentes de AI, com certificação incluída. O programa abrange desde conceitos básicos até implementações práticas utilizando bibliotecas populares como smolagents e LangChain.
Finalmente alguém decidiu ensinar este negócio dos agentes de AI como deve ser! E o melhor: é gratuito! O curso promete transformar qualquer pessoa num especialista em agentes de AI - desde que tenha aquele básico de Python e não se assuste com uns termos técnicos. Ah, e até tem certificado! É um dos cursos que nós da equipa de dev da Yes Marketing vamos acompanhar.
Sam Altman faz previsões ousadas sobre o futuro da AI
No seu mais recente post no blogue, Sam Altman partilhou três observações cruciais sobre a economia da AI, incluindo uma queda de 10x no custo a cada 12 meses e a previsão de que, numa década, qualquer pessoa poderá realizar mais do que o indivíduo mais impactante consegue hoje.
Ui, gente! O Sam está mais otimista que uma criança na véspera de Natal! É engraçado como ele compara a AI com o transístor - sabem aquela peça pequenina que está em tudo o que é sítio mas ninguém liga? Pois, ele acha que a AI também vai ser assim. E vejam só que viagem: ele está a falar de dar uma espécie de «mesada de computação» para toda a gente poder usar AI! O mais giro é que ele não está só a sonhar alto - está mesmo a planear como fazer isso acontecer. Agora, aquela parte de que em 2035 toda a gente vai ter um poder de processamento equivalente a todas as pessoas de 2025 juntas... será que não exagerou um bocadinho?
Olhando para todas estas novidades, percebe-se que 2025 está apenas a começar e já promete ser um ano revolucionário para a AI. Entre chips personalizados, investimentos trilionários e modelos cada vez mais poderosos, parece que estamos a viver num filme de ficção científica - só que desta vez é tudo real. E o mais incrível é pensar que isto é apenas o início. Como diria Sam Altman (que por sinal anda mais otimista do que uma criança em vésperas de Natal), numa década qualquer pessoa poderá realizar mais do que o indivíduo mais impactante consegue hoje. Será que estamos prontos para tanto poder na ponta dos dedos?