O futuro da AI na visão da Red Hat

Flexibilidade, Código Aberto e muito mais!

Walter Gandarella • 06 de novembro de 2024

E aí malta! Hoje vamos falar de um assunto que está na boca de todos, e quem veio trazer insights incríveis sobre o futuro da AI foi nada mais nada menos que a Red Hat, numa keynote no Lisbon Data & AI Forum 2024.

Mas antes de entrarmos neste mundo fascinante, vamos dar um passo atrás e recordar algumas previsões do passado que correram mal. Já ouviram dizer que o fundador da IBM pensava que haveria espaço para apenas cinco computadores no mundo? Pois é, hoje temos biliões destes aparelhinhos nos nossos bolsos! E em 1936, disseram que nenhum foguetão sairia da Terra. Acho que não contavam com a teimosia do Elon Musk.

O futuro híbrido e Open Source da AI

Mas voltando ao futuro (sem trocadilhos, por favor), a Red Hat deixou bem claro: a AI será híbrida e open source! Híbrida porque as empresas terão a flexibilidade de correr os seus modelos tanto on-premise como na cloud, dependendo das necessidades de regulação de dados, privacidade e soberania. E open source porque, convenhamos, ninguém quer ficar preso a soluções proprietárias caríssimas, certo?

O orador da Red Hat salientou que o open source é a chave para ter liberdade de escolha e inovação. Imagine só depender de um único fornecedor para todas as suas necessidades de AI? Não, obrigado! Com o open source, tem o poder de adaptar, melhorar e partilhar as soluções.

AI nos negócios: Vale a pena investir?

Mas e então, será que vale a pena investir em AI nos negócios? De acordo com o inquérito mencionado na keynote, 90% dos CEO pensa que sim, mesmo com alguns riscos envolvidos. E repare, 55% dos CIO já estão a investir em AI, com quase 60% a dedicar 5% do seu orçamento a esta área. Não é para menos, afinal a AI pode trazer uma diferenciação competitiva, melhorar a experiência dos clientes e gerar eficiências.

Investimento

A Red Hat apresentou alguns casos muito interessantes de utilização da AI. Um hospital com recurso a machine learning para identificar o risco de suicídio em fases iniciais, chatbots especializados para atendimento ao cliente e até agilização de processos burocráticos no setor público. Quem diria que a AI poderia reduzir o tempo de resposta de uma entidade pública de duas horas para apenas um segundo?

Desafios e considerações na jornada da AI

Mas calma lá, não é só andar a implementar a AI a torto e a direito. A Red Hat destacou alguns pontos fundamentais para uma jornada de sucesso:

  1. Compromisso da liderança: Sem o apoio dos altos escalões, esquece, não vai acontecer!

  2. Foco no valor de negócio: a AI é agradável, mas tem de impactar positivamente os resultados.

  3. Escalabilidade: Não adianta ter um modelito giro se não conseguir escalar para toda a empresa.

  4. Flexibilidade: Com a evolução constante da AI, é necessário estar aberto a mudanças e adaptações.

  5. Gestão da mudança: Não podemos esquecer o fator humano! É crucial capacitar e envolver as pessoas nesta transformação.

Além disso, a escolha do modelo de AI certo é fundamental. Não adianta querer um modelo gigante que responde a tudo se o seu caso de utilização for específico. A Red Hat sugere a abordagem de "geração aumentada por recuperação" (RAG), que permite modelos mais pequenos e mais baratos, mas com uma qualidade razoável.

Outro ponto levantado foi a importância de ter a flexibilidade de implementar a AI on-premise ou na cloud, dependendo das regulações e da localização dos dados. E convém lembrar que a AI não é uma ilha! Necessita de se integrar com as aplicações existentes na empresa.

O futuro da AI na visão da Red Hat

Agora que já compreendemos os desafios e as considerações, vamos ver como a Red Hat está a abordar o futuro da AI. Apresentaram dois produtos principais: um focado no sistema operativo Red Hat Linux e outro na plataforma de contentores OpenShift.

OpenShift AI

No Red Hat Linux, disponibilizam a família Granite, uma parceria com a IBM Research que disponibiliza modelos open source robustos e fiáveis. Já no OpenShift, a ideia é tratar a AI como mais uma aplicação, utilizando a mesma plataforma e processos DevOps já estabelecidos na empresa. Assim, é possível ter um ambiente operacional de AI escalável e integrado.

Linux AI

Mas o que realmente chamou a atenção foi a abordagem open source da Red Hat. Como já foi referido anteriormente, o open source traz flexibilidade, transparência e inovação. Imagina poder ver exatamente como os modelos foram treinados, que dados foram utilizados e ter a liberdade de os adaptar às suas necessidades específicas? Isto sim é empoderamento!

Além disso, a Red Hat oferece suporte e atualizações contínuas para os seus produtos de AI, garantindo que não fica desamparado nesta jornada. E o melhor de tudo? A propriedade intelectual é open source, por isso não tem de se preocupar com aquelas questões chatas de licenciamento.

Mas e o futuro?

Bom, como vimos no começo, prever o futuro é uma tarefa ingrata. Mas uma coisa é certa: a AI veio para ficar e vai continuar evoluindo rapidamente. A abordagem da Red Hat, com foco em flexibilidade, código aberto e integração com as aplicações existentes, parece ser um caminho sólido para as empresas navegarem nesse mar de possibilidades.

É claro que ainda há muitos desafios pela frente, como a regulação da AI, a ética no uso dos dados e a capacitação dos profissionais. Mas com a colaboração da comunidade open source e o comprometimento das empresas em utilizar a AI de forma responsável e estratégica, podemos construir um futuro empolgante e cheio de inovações.

E o que faremos com isto?

O keynote da Red Hat no Lisbon Data & AI Forum 2024 mostrou-nos que o futuro da AI é híbrido, open source e está mais próximo do que imaginamos. Com uma abordagem focada na flexibilidade, integração e transparência, as empresas podem embarcar nesta viagem de forma estratégica e colher os frutos da AI nos negócios.

Gostei particularmente da abordagem RAG (Retrieval-Augmented Generation) e em contentores da Red Hat. Nós aqui na Yes Marketing temos um grande projeto em desenvolvimento que necessita de formação diferenciada para reconhecimento de imagens e inferência de dados nessas mesmas imagens. Estamos fortemente tentados a dar uma oportunidade à abordagem do OpenShift para resolver este problema. A flexibilidade e escalabilidade oferecidas pela plataforma, juntamente com a robustez e fiabilidade dos modelos open source da família Granite, parecem ser uma combinação perfeita para satisfazer as nossas necessidades específicas.

Além disso, não podemos esquecer o papel fundamental da comunidade open source neste processo. Juntos, podemos moldar um futuro onde a AI é uma ferramenta poderosa para o bem comum, impulsionando a inovação e gerando valor para todos. A colaboração e a partilha de conhecimento são essenciais para superar os desafios e aproveitar ao máximo o potencial da AI.

Portanto, se está a considerar embarcar na jornada da AI, vale a pena explorar a abordagem da Red Hat e ver como se pode adequar às necessidades da sua empresa. Com flexibilidade, transparência e uma comunidade open source envolvida.

Algumas referências


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