Café da Semana

O Reino da AI Está a pegar fogo! Um resumo das principais notícias da semana

Walter Gandarella • 04 de novembro de 2024

Olá, pessoal! Preparei um apanhado quentinho das notícias mais interessantes sobre Inteligência Artificial desta semana. Há tanta coisa a acontecer que mal dá para acompanhar! Vamos mergulhar neste universo fascinante e perceber o que se passa nos bastidores das principais empresas tecnológicas.

Meta responde à Google com versão Open Source do NotebookLM

A Meta acaba de lançar o NotebookLlama, uma versão open source que concorre diretamente com o NotebookLM da Google. O projeto é uma série de notebooks/tutoriais que permitem criar um fluxo de trabalho interessante para converter PDFs em podcasts. O sistema utiliza diferentes versões do modelo Llama (1B, 8B e 70B) para diferentes etapas do processo, desde o pré-processamento do PDF até à criação de transcrições dramáticas para podcast.

É interessante ver como a Meta está a abordar a concorrência com a Google. Em vez de simplesmente criar um produto proprietário, optaram por uma abordagem open source que permite aos programadores não só utilizar, mas também modificar e melhorar o sistema. É ainda mais interessante como estruturaram o projeto para funcionar com diferentes tamanhos de modelo, tornando-o acessível mesmo para quem não tem acesso a GPUs potentes. Uma jogada inteligente que mostra como a concorrência no mercado da AI pode beneficiar toda a comunidade de desenvolvimento.

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Meta planeia revolucionar as buscas com AI

A Meta está a desenvolver um motor de busca potenciado pela AI que promete competir diretamente com a Google. O projeto ainda está em desenvolvimento, mas a proposta é criar uma experiência de pesquisa mais conversacional e contextual, aproveitando o poder dos grandes modelos de linguagem.

O Google domina as pesquisas há tanto tempo que já estava na altura de alguém agitar um pouco este mercado. A abordagem da Meta, que se junta agora à Perplexity e à OpenAI focando-se na AI conversacional, pode ser exatamente o diferencial necessário para criar uma alternativa viável à Google. Mas será suficiente para mudar hábitos tão enraizados dos utilizadores? Aqui na Yes já adoptámos largamento o Perplexity!

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Perplexity AI chega ao macOS

O Perplexity AI, um motor de busca baseado em AI que tem vindo a ganhar bastante atenção, acaba de lançar a sua aplicação nativa para macOS. A ferramenta promete pesquisas mais inteligentes e respostas mais precisas, com uma interface perfeitamente integrada no sistema operativo da Apple.

Como utilizador de Mac (mentira! 😅), posso dizer que a chegada do Perplexity é uma excelente notícia. A integração com o sistema operativo é irrepreensível, e a experiência de utilização é muito mais fluída do que a utilização da versão web (pelo menos é o que eu imagino).

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ChatGPT agora com recursos de pesquisa avançada

A OpenAI não está a brincar em serviço! Agora o ChatGPT possui recursos de pesquisa avançada que permitem aos utilizadores encontrar informações específicas nas suas conversas anteriores. Além disso, a ferramenta pode agora pesquisar informações atualizadas na web, diminuindo ainda mais a dependência do Google.

Esta atualização mostra como a OpenAI está focada a transformar o ChatGPT numa ferramenta cada vez mais completa. A capacidade de pesquisar em conversas antigas é particularmente útil para quem utiliza o ChatGPT profissionalmente, como eu que partilho a conta com os meus colegas de desenvolvimento. É como ter um assistente que não só te ajuda, como também te lembra de todas as tuas conversas anteriores.

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Google Maps abraça a AI com Gemini

O Google Maps está a tornar-se ainda mais inteligente com a integração do Gemini AI. Agora a aplicação pode responder a perguntas complexas sobre locais e sugerir guiões de forma mais contextual e natural.

Esta atualização mostra como a AI se está a infiltrar em todos os aspetos dos serviços da Google. A integração parece natural e realmente útil - não é apenas mais um recurso de AI jogado ali para fazer marketing. Resta saber o quento a AI vai ser honensta em responder ou terá também respostas patrocinadas?

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Voz avançada da OpenAI agora gratuita (mas com mimitações)

A OpenAI está a disponibilizar gratuitamente a sua funcionalidade de voz avançada durante 10 minutos mensais.

Apesar do tempo limitado, é uma jogada inteligente da OpenAI. Dez minutos podem não parecer muito, mas são suficientes para perceber o potencial da tecnologia e decidir se vale a pena investir na versão paga. É como aquela amostra grátis que dá vontade de comprar o produto completo!

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OpenAI surpreende com os números de receita

Uma revelação surpreendente: 75% da receita da OpenAI provém de consumidores pagantes! É um número impressionante que mostra como a empresa conseguiu criar um produto que as pessoas realmente valorizam e estão dispostas a pagar.

Estes números são ainda mais impressionantes quando consideramos que a maioria das empresas tecnológicas depende principalmente das receitas publicitárias ou corporativas. A OpenAI conseguiu algo raro: convencer utilizadores individuais a pagar por um serviço de AI. É uma prova do valor real que o ChatGPT oferece aos seus utilizadores.

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O dilema do Whisper nos hospitais

Um estudo recente revelou que o Whisper, o sistema de transcrição da OpenAI, por vezes "alucina" nas transcrições médicas, criando preocupações sobre a sua utilização em ambientes hospitalares.

Este caso ilustra perfeitamente o dilema que enfrentamos com a AI: equilibrar a eficiência com a precisão e a segurança. Por um lado, o Whisper pode acelerar enormemente o trabalho de documentação médica; por outro, qualquer erro pode ter consequências graves. É um exemplo claro de como precisamos de ser cautelosos ao implementar a AI em setores críticos.

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OpenAI entra no mundo dos chips

A OpenAI está a desenvolver os seus próprios chips em parceria com a Broadcom e a TSMC. É um movimento interessante que mostra como a empresa está a procurar um maior controlo sobre a sua infraestrutura tecnológica.

Esta decisão da OpenAI é curiosa por várias razões. Em primeiro lugar, mostra como a empresa está a tornar-se mais verticalizada. Em segundo lugar, indica que estão a procurar otimizar o hardware especificamente para os seus modelos de AI. É como se estivessem a dizer: "Se queremos fazer isto bem, precisamos de controlar todo o processo". O probelma é isto acabar como um monopólio.

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Claude no ambiente de trabalho: Nem tudo são flores

A Anthropic lançou uma aplicação desktop para o Claude, mas nem todas as funcionalidades da versão web estão presentes. É um primeiro passo interessante, mas que deixa alguns utilizadores a desejar mais.

Olha lá, mais um a aterrar no computador! Será uma tendência? Como utilizador regular do Claude, confesso que fiquei um pouco desiludido com as limitações da app desktop. Por outro lado, é compreensível que a Anthropic queira lançar primeiro um produto mais enxuto e ir adicionando funcionalidades aos poucos.

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Meta e os 100.000 GPUs NVIDIA

A Meta está a utilizar mais de 100.000 GPUs NVIDIA H100 para treinar o Llama 4. É um número astronómico que mostra o investimento maciço que a empresa está a fazer em AI.

Para ter uma ideia da magnitude deste investimento: cada GPU H100 custa milhares de dólares. Estamos a falar de um investimento bilionário apenas em hardware. Será que isso se vai traduzir num modelo realmente superior aos concorrentes? Ganhamos nós, mas perde a natureza com o consumo exacerbado de energia...

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Uma definição oficial para AI Open Source

Finalmente temos uma definição oficial para o que constitui uma AI verdadeiramente open source! Esta normalização era muito necessária para evitar o uso indevido do termo e garantir uma maior transparência no desenvolvimento da AI.

Esta definição é um marco importante para a comunidade de AI. Temos agora critérios claros para avaliar se um projeto é realmente open source ou se está apenas a usar o termo como marketing. É como ter um selo de qualidade para projetos de AI aberta.

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O Projecto Jarvis da Google

A Google está a desenvolver o Projecto Jarvis, um sistema de AI que promete automatizar tarefas complexas no computador. É como ter um assistente virtual que realmente percebe como utilizar um computador.

Este projeto faz-me lembrar muito o assistente do Homem de Ferro, e não é por acaso que escolheram o nome Jarvis. A ideia de ter uma AI que pode realmente interagir com interfaces de utilizador é fascinante. Só espero que, tal como na banda desenhada, o Jarvis não tome consciência e se torne um vilão...

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GitHub Copilot agora é multi-model

O GitHub Copilot está a expandir os seus horizontes! Agora a ferramenta suporta múltiplos modelos de AI, incluindo o Claude da Anthropic e o Gemini da Google.

Esta atualização é particularmente interessante porque mostra uma tendência de abertura no mercado da AI. Em vez de ficar preso a um único modelo, o Copilot está a transformar-se numa plataforma que pode tirar o melhor partido de cada modelo disponível. É como ter vários especialistas a trabalhar em conjunto no seu código.

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Apple entra no jogo da AI

A Apple revelou finalmente as suas cartas no jogo da AI, a empresa está a lançar recursos de inteligência artificial integrados no iOS, iPadOS e macOS. Como seria de esperar da Apple, o foco está na privacidade e na integração perfeita com o ecossistema da empresa.

A entrada da Apple no mercado da AI era esperada, mas a abordagem é tipicamente Apple: focada em casos de utilização práticos e integração profunda com o sistema operativo. É engraçado ver como estão a evitar o termo "AI" em favor de "Inteligência", provavelmente para se distanciarem do hype actual do mercado.

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A corrida da AI está cada vez mais feroz, com cada grande empresa tech a procurar o seu diferencial. O que mais me impressiona é como, em apenas algumas semanas, assistimos a tantos avanços significativos. Desde a OpenAI a construir os seus próprios chips até à Apple finalmente entrar no jogo, é evidente que a AI não é apenas uma tendência passageira - é o futuro da tecnologia a materializar-se diante dos nossos olhos.

O mais fascinante é ver como diferentes empresas estão a abordar desafios semelhantes de formas distintas. Enquanto umas apostam em hardware customizado, outras focam-se em parcerias estratégicas. Umas priorizam a privacidade, outras a abertura. No final, quem ganha somos nós, utilizadores, que temos cada vez mais opções e ferramentas poderosas à nossa disposição. Mas continuo a achar que se não pensarmos em compensações energéticas e em contra-partidas ao ambiente, este futuro pode não ser assim tão maravilhoso.


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